O meu contrato com a SIC termina no próximo dia 31 de Julho e a minha última participação no Levanta-te e Ri será na 2ª feira, dia 24, em Seia.
Vou terminar da forma que comecei, com o Artur Fedegundes.
Desde o primeiro episódio do LER (levanta-te e Ri) que fui um espectador atento e assíduo.
Aprendi, desde logo, a admirar um conjunto de malta que de forma solta e divertida criticava, brincava e acima de tudo nos proporcionava alguns momentos de muito boa disposição.
Como espectador era com gosto que visualisava momentos brilhantes proporcionados pelo Ricardo Araujo Pereira, Bruno Nogueira, João Seabra e pelo Fernando Rocha ( o único que se limitava, de forma absolutamente hilariante, a fazer um tipo de humor que tantos querem diminuir actualmente, a anedota).
Depois o programa saiu para a estrada e fui conhecendo novos rostos entre os quais o 7estacas, o Carlos Moura, O Nilton (este desde o inicio, claro), o Serafim, etc.
O LER ganhou uma nova dinâmica e era dos programas mais vistos e apreciados no país.
Quando muitos acharam que o programa não teria muito mais sucesso, lá continuou a encher salas de espectáculos muitas vezes vazias com outro tipo de apresentações artísticas.
O Horácio, uma das almas do projecto, resloveu sair e a substituição não foi fácil para todos (para a equipa, para os espectadores e para quem teve a ardua tarefa de assumir a substituição).
O que é certo é que quando nada fazia prever que o programa continuasse, lá regressou ele, novamente com o horácio e lá se mantém até hoje, com uma audiência simpática, oscilante, mas nada má.
Também eu tive a felicidade de ter sido convidado para este programa.
Foram 18 participações.
Entrei nervoso, humilde, mas sempre com o espírito de quem queria fazer humor, pelo humor e nada mais do que isso.
Ao contrário de muitos, a minha vida profissional era estável, e garantidamente nunca participei no programa com o objectivo de provar algo a quem quer que fosse. Sempre o fiz porque me divirto imenso a fazê-lo.
Com estas participações levei o melhor que conseguia fazer sozinho, sem ninguém a fazer-me os textos, com as minhas músicas, tentando acima de tudo não defraudar os que me conhecem (para que pudessem ver sempre o pedro neves do custume, só que na TV) e para que os que teriam os primeiros contactos com a minha pessoa me conhecessem de forma genuína. Sou assim por natureza, um simpático palhaço!
Em todas as participações pautei pela pontualidade, atenção e repeito por todos aqueles - e acreditem que são muitos - que trabalham horas a fio para que nós possamos aparecer por 15 minutos. São cerca de 50 meus amigos!
Em jeito de despedida, independentemente das críticas destrutivas que, meia dúzia de pobres e mal agradecidos, possam fazer cumpre-me dizer o seguinte:
Carlos Barreto - Tiveste sempre 80% de razão nas observações que fizeste, os outros 20% ficam comigo e para compensarem esse aparente filho da p… de mau feitio, ehehehehehe
António Munhoz - Há poucos senhores hoje em dia, mas como quem sai aos seus não degenera, um abraço muito forte. Um privilégio ter-te conhecido.
Clarinha, Andreia, Mónica, Xaninha e Verdu - Obrigado, SEMPRE!
Dinho - Muito maluco, muito bom, o melhor no seu trabalho, acreditem!
F. Rocha - Seguramente um novo amigo! Uma pessoa que aprendi a respeitar e a defender perante aqueles que traçam permenentemente más imagens de quem desconhecem. O MAIOR!
Horácio - Uma agradável surpresa, um simpático!
7 estacas, hugo sousa, miranda, oscar branco, seabra, serafim, baldaia, henrique, pires, branco e Menezes - O que vos estimo é o que vos desejo.
Restante equipa do Programa - obrigado por tudo, sempre trabalhei com o mais profundo respeito pelo vosso desempenho e na espectativa de que não vos atrapalhasse.
quanto ao resto, vale mais a lágrima de não ter vencido, que a vergonha de não ter tentado.
ATÉ SEMPRE