Pondero… a minha candidatura…
Isto realmente, deve andar tudo doido!
Aquando das recentes autárquicas de Lisboa, os pseudo-intelectuais deste país teciam as mais negras considerações sobre o estado da capital e sobre a sua mais do que certa ingovernabilidade.
Qual não é o espanto dos “luso-tugas” e dos alfacinhas ao verificarem que surgem nada mais nada menos que 13 candidaturas ao município de Lisboa.
Como é possível considerarmos que uma situação não tem salvação, que é ingovernável e nos apresentarmos (todos) como “sassá mutemas” (salvadores da pátria).
Agora, com a disputa pela liderança do PSD também tudo está mal.
É o líder que não é líder, é a oposição que não existe, é o partido que não funciona, enfim, o descalabro total (na opinião de alguns, claro).
Agora surgem os candidatos.
O LÍDER - que pretende manter a liderança, trabalhar em equipa, arrumar a casa, impor a sua “governabilidade” e assumir-se como alternativa ao (des)governo em exercício de funções, subindo no protagonismo pessoal, político e na carreira (porque em estatura, a esta altura do campeonato, já será dificil).
O ADVERSÁRIO - o autarca que, por ser autarca, acha que só sendo autarca se tem condições de exercer funções de não autarca e de liderar a alma lusa num território teoricamente pouco maior que o da coutada que o autarca rege.
OS CANDIDATOS A CANDIDATOS - as aves raras sedentas de protagonismo, conhecidas apenas no rol familiar das suas quintinhas, que ouviram num momento de masturbação intelectual por parte de algum serviçal - “O Sr. é que daria um bom candidato”. Ora o ser em questão incha de regozijo e começa a trabalhar os seus melhores slogans:
“Não há melhor pito que o da Guia”
“Melhor bacalhau que o da Maria”
e… EU - que assumo aqui a minha pseudo-hipotetica, quem sabe se sim ou não, CANDIDATURA.
E, se for candidato, faço-o porque reuno a mais basilar das condições necessárias para o ser.
Sou militante e pago quotas.
E assumo, desde já, que a lançar a minha candidatura, o farei por uma causa; A MINHA CAUSA!
E vou fazê-lo no local certo. No cemitério (já que é para me enterrar, faço-o no local correcto).
E terei a consideração de ter sempre em linha de conta o que aprendi com alguns dirigentes pseudo-conhecidos de pedir encarecidamente aos ausentes (no exterior ou já falecidos)que me deem o seu apoio e que votem em mim no dia das eleições.
Falarei para que surdos me ouçam e cegos me vejam. Assim, estes, poderão ter acesso a um discurso com o mesmo conteúdo que alguns políticos de todos os partidos âpresentam ao pagode, vazio e coerente com a máxima de ganharem para praticarem o dolce fare niente.(nem sei se é assim que se escreve).
Enfim… VOTEM EM MIM… PORQUE SIM.